Detector de metais na indústria farmacêutica: por que usar
Entenda por que o detector de metais é essencial na indústria farmacêutica: riscos da contaminação metálica, o que exige a RDC 658/2022 e como garantir conformidade.
7/3/20264 min ler


Na indústria farmacêutica, a contaminação por fragmentos metálicos em comprimidos, cápsulas ou soluções injetáveis não é apenas um problema de qualidade, é um risco direto à saúde do paciente. Fragmentos metálicos podem causar lesão física interna, reação adversa ou comprometer a eficácia do medicamento. Por isso, o controle de contaminantes físicos é parte integrante das Boas Práticas de Fabricação exigidas pela ANVISA, e o detector de metais industrial é o equipamento padrão para garantir esse controle de forma contínua, automática e auditável.
Os riscos da contaminação metálica em medicamentos
A presença de fragmentos metálicos em produtos farmacêuticos representa riscos em múltiplas dimensões. Para o paciente, fragmentos em comprimidos ou cápsulas podem causar lesões nas mucosas, no esôfago e no trato gastrointestinal. Em soluções injetáveis, a contaminação metálica pode gerar reações inflamatórias, embolia ou toxicidade sistêmica. Para a empresa, um medicamento contaminado que chega ao mercado pode resultar em recall de lote, cancelamento do registro sanitário e responsabilização civil e criminal.
As origens da contaminação são as mesmas de qualquer linha industrial: desgaste de equipamentos de compressão, encapsulamento e envase; fragmentos de punções e matrizes; peças de equipamentos de granulação e mistura; e partículas metálicas presentes nas matérias-primas recebidas de fornecedores.
O que diz a RDC 658/2022
A RDC 658/2022 da ANVISA estabelece as Diretrizes Gerais de Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, substituindo a RDC 301/2019 e alinhando o Brasil ao PIC/S, padrão internacional adotado por mais de 50 autoridades regulatórias. A norma exige que equipamentos de medição, pesagem, registro e controle sejam calibrados e verificados em intervalos definidos, com registros adequados mantidos. Exige também que projetos de instalações e equipamentos minimizem o risco de contaminação cruzada e que fontes potenciais de contaminação física sejam identificadas e controladas.
O detector de metais atende diretamente: monitora ativamente, gera registros automáticos e permite calibração e verificação documentada, evidência de conformidade em qualquer auditoria da ANVISA.
Onde o detector de metais é utilizado na linha farmacêutica
Comprimidos e drágeas: inspeção após a compressão, antes do revestimento ou envase, detectando fragmentos de punções, matrizes e equipamentos de compressão
Cápsulas: inspeção após o encapsulamento para detectar fragmentos das máquinas de enchimento
Embalagens blister e frasco: inspeção do produto final embalado antes da expedição
Matérias-primas a granel: inspeção no recebimento de princípios ativos e excipientes para detectar contaminação na origem
Produtos veterinários e cosméticos: aplicação do mesmo princípio de controle para produtos regulados pela ANVISA em outras categorias
De onde vem a contaminação metálica na farmacêutica
As origens são as mesmas de qualquer linha industrial: desgaste de equipamentos de compressão, encapsulamento e envase, fragmentos de punções e matrizes, peças de equipamentos de granulação e mistura; e partículas metálicas nas matérias-primas de fornecedores.
Onde instalar na linha farmacêutica
Após a compressão de comprimidos — antes do revestimento ou envase
Após o encapsulamento de cápsulas
No produto final embalado em blister ou frasco antes da expedição
No recebimento de matérias-primas a granel, princípios ativos e excipientes
Por que laboratórios como Momenta e Eurofarma escolhem o detector de metais
A inspeção visual, mesmo realizada por operadores treinados, é completamente incapaz de identificar fragmentos metálicos de dimensões micrométricas em comprimidos, pós ou soluções. O detector de metais inspeciona 100% dos produtos em linha, de forma contínua e automática, sem depender da atenção humana.
Laboratórios de grande porte como Momenta e Eurofarma, que produzem medicamentos genéricos e de referência em larga escala e estão sujeitos a auditorias regulares da ANVISA, utilizam detectores de metais Metal Protector em suas linhas de produção exatamente porque o equipamento entrega o que as BPF exigem: rastreabilidade, calibração documentada e controle contínuo de contaminantes físicos sem interrupção da produção.
Na Industria farmacêutica, o detector de metais não é acessório, é componente essencial do sistema de controle de contaminantes físicos exigido pela RDC 658/2022. Com o Brasil alinhado ao PIC/S, o controle documentado de fragmentos metálicos é ao mesmo tempo exigência regulatória e responsabilidade com o paciente final. Não é por acaso que laboratórios do porte de Momenta e Eurofarma já adotaram essa solução em suas operações.
Se sua indústria farmacêutica precisa implementar ou revisar o sistema de detecção de metais, fale conosco e solicite uma especificação técnica do detector ideal para o seu processo.
Perguntas frequentes
O detector de metais é obrigatório na farmacêutica brasileira?
A RDC 658/2022 exige controle de contaminantes físicos e calibração documentada como parte das BPF (Boas Práticas de Fabricação). O detector é o recurso padrão para atender esse requisito de forma auditável.
Quais laboratórios farmacêuticos brasileiros usam detector de metais Metal Protector?
Laboratórios como Momenta e Eurofarma, dois dos maiores produtores farmacêuticos do Brasil, utilizam detectores de metais Metal Protector em suas linhas de produção para conformidade com as BPF da ANVISA e rastreabilidade de contaminantes físicos.
O detector detecta fragmentos em comprimidos e cápsulas?
Sim. Detectores industriais de alta sensibilidade identificam fragmentos metálicos de pequenas dimensões em comprimidos, cápsulas e produtos farmacêuticos em geral. A sensibilidade é configurada para cada tipo de produto, levando em conta formato, densidade e características físicas do medicamento.



